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Informação Sumária de Santa Maria

 

Padroeira: Santa Maria.

Habitantes: 688 habitantes (I.N.E.2011 ) e 794 eleitores em 05-06-2011.

Actividades económicas: Agricultura e pequena indústria.

Festas e romarias: Nossa Senhora da Piedade (último sábado e domingo de Julho de cada ano), S. Pedro e Santíssimo Sacramento (2º domingo de Setembro).

Património cultural e edificado: Igreja pa­roquial, Capela de Nossa Senhora da Piedade, Capela de São João Baptista, e Casa da Comenda (c/ capela), Casa do Mato (com capela) e Casa da Cancela.

Outros locais de interesse turístico: Solar de Calvos (c/ capela), belezas ribeirinhas do rio Lima.

Gastronomia: Arroz de sarrabulho e sonhos de Jerimu.

Colectividades: Centro Recreativo e Cultural de Távora Santa Maria.

 

 

Resenha Histórica de Santa Maria

 

Situada na margem direita do rio Lima, Távora - Santa Maria, ocupa uma área de cerca de 381 ha e dista cerca de 7 Km da sede do concelho. Tem por freguesias vizinhas: A Norte as Freguesias de Monte Redondo e Távora - São Vicente. A Sul, o rio Lima tendo na outra margem as Freguesias de Bravães e de Lavradas do Concelho de Ponte da Barca. A Nascente a Freguesia de Souto e a Poente as Freguesias de  Távora - São Vicente e de Padreiro - Salvador.
Pela freguesia correm os ribeiros do Salgueiral e o do Côto.
 
A existência desta terra remonta aos primórdios da nacionalidade, sendo já  citada no século XI, como “vila”, no inventário dos bens vimaranenses como pertença do Mosteiro de Guimarães.
Entre os seus lugares mais antigos conta-se o de Calvos, que foi couto e onde existiu um paço onde habitou Francisco Coelho Brandão.
A Quinta existente neste lugar, casa granítica de estilo senhorial com capela própria dedicada a Santa Isabel, está aberta ao turismo rural.
Consta ter existido no lugar de Calvos um pequeno tribunal de que não há hoje vestígios.
No livro “Terra de Valdevez e Montaria do Soajo” de Eugénio de Castro Caldas encontramos a seguinte referencia:
«Na freguesia de Távora existiu a Comenda da Ordem Militar dos Hospitaleiros, que D. Teresa doou ao Mosteiro de Leça, segundo refere Félix Alves Pereira em A Ermida Românica de São João Baptista de Távora (Valdevez). Refere ainda que (...) se os freires se não demoraram em construir a sede religiosa do seu domínio no Judicato de vale de vice (...) gravaram nos distéis das portas dizeres, onde  bem pode soletrar-se data de uma das inscrições e essa fosse a que indicava a época em que foi edificada a Ermida de Távora, teríamos de remontar aos princípios do reinado de D. Sancho I.
Parece poder admitir-se a construção em 1190 e não somente pela sua antiguidade, como também pela estrutura relativamente bem conservada, mau grado o abandono a que se encontra entregue, que Félix Alves Pereira estudou com todo o pormenor, a Capela Românica de São João Baptista de Távora constitui um dos mais valiosos monumentos de Arcos de Valdevez e do Alto Minho. Com a extinção das ordens religiosas, a comenda, que nessa altura pertencia à Ordem de Malta, foi arrematada em 1841, juntamente com a casa que teria sido dos comendadores e as propriedades rústicas anexas, passando a património particular, situação em que hoje se mantém. A capela teria sido destinada ao culto nas fases iniciais, passando, depois da constituição da paróquia, a local de repouso, que se pretendia eterno, da glória de honrados comendadores, cujos túmulos por lá se encontram, agora dramaticamente esventrados.
Fazia parte da comenda de Távora, Santa Maria da Portela. Na verdade, as inquirições e D. Afonso III referem que a Freguesia do Extremo não é de el-rei, afirmando-se mais que «é couto por padrões», isto é, segundo Lourenço Alves, «fazia parte de uma circunscrição territorial, geralmente isenta, concedida pelo rei em benefício de pessoas eclesiásticas, não limitada por montes ou regatos, mas por marcos de pedra».                       
Na freguesia de Extremo, deste concelho dos Arcos de Valdevez, reza a sua história, pelas informações de Pinho Leal do Séc. XIX, que o comendador de Távora, da Ordem de Malta, apresentava o vigário, collado, que tinha trinta mil réis e o pé do altar.
No mesmo  sentido do parágrafo anterior, mas em relação agora à Freguesia de Portela (Santo André) apresenta-se afirmação de Américo Costa  que deu a saber que além de Santo André , a actual Freguesia de Portela abrangia ainda Nossa Senhora da Portela, que era vigairaria da Ordem de Malta por ser anexa à comenda da Távora da mesma Ordem. Fundiram-se Santo André e Santa Maria ( Nossa Senhora da Portela) numa única com a categoria de abadia. 
   


 

 Informação Sumária DE SÃO VICENTE

 

Padroeiro: S. Vicente

Habitantes: 265 habitantes (I.N.E.2011) e 337 eleitores em 05-06-2011.

Actividades económicas: Agricultura.

Festas e romarias: S. Vicente (22 de Janeiro), Senhora do Rosário (Agosto) e Santo António.

Património cultural e edificado: Igreja paroquial, capela de S. João Baptista, Casal da Quinta da Condessa e Casal do Mato.

Colectividades: Associação Recreativa e Cultural Os Bravos de S. Vicente.

 

 

ASPECTOS GEOGRÁFICOS DE SÃO VICENTE

 

Com aproximadamente 216 ha, e a cerca de  9 km a sudoeste  da vila de Arcos de Valdevez, a sede do concelho a que pertence, Távora - S. Vicente, apesar da proximidade, não chega ao rio Lima, muito embora desfrute da excelente qualidade que as terras deste vale do Lima lhe proporciona, visto dele fazer parte.

 

 

RESENHA HISTÓRICA DE SÃO VICENTE

 

Metade desta freguesia, com a sua anexa de Távora - Santa Maria, pertencia aos viscondes de Vila Nova de Cerveira, e a outra metade aos frades dominicanos de Viana do Castelo.

Era cabeça da comenda de Távora, que incluía também Santar, Portela do Extremo e o couto de Aboim da Nóbrega. A origem da família provém de D. Rausendo, que casou com D. Urraca Afonso, donde procederam os condes de S. João da Pesqueira, marqueses de Távora e outras nobres famílias.

Os Távoras chegaram a possuir quinze vilas e três centenas de aldeias.
Nesta freguesia de Távora - S. Vicente, existe a casa do Picouço, com sua torre antiquíssima, solar de um ramo dos Araújos, descendentes do comendador de Rio Frio, Álvaro Rodrigues de Araújo.

Sabe-se que esta freguesia é mais antiga do que a nossa nacionalidade, já existindo portanto ao tempo de D. Afonso Henriques, conforme se verifica em documentos antigos. Entre eles nas suas referências históricas a esta freguesia, pode-se transcrever, na íntegra, o que se encontra no livro” Inventário Colectivo dos Registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais Torre do Tombo” «Em 991 e 1059, encontram-se referências documentais à "villa Tavara", segundo informa o Padre Avelino J. da Costa.

Em 1258, na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, São Vicente de Távora, então denominada "Sanctus Vicentius de Tavara", é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.

Em 1320, no catálogo das mesmas igrejas, que o rei D. Dinis mandou elaborar, para determinação da taxa a pagar, São Vicente de Távora, na época enquadrada na terra de Távora, foi taxada em 30 libras.

Em 1444, a comarca eclesiástica de Valença, desde o rio Lima até ao Minho, foi desmembrada do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta.

Mais tarde, em 1512, toda a comarca eclesiástica de Valença passou para o arcebispado de Braga, recebendo o bispo de Ceuta, D. Henrique, a comarca de Olivença.

Para a incorporação dos 140 benefícios eclesiásticos de Entre Lima e Minho na diocese de Braga, D. Diogo de Sousa mandou proceder à sua avaliação. São Vicente de Távora rendia 39 réis e 60 alqueires de pão.

Em 1546, no Memorial feito peio vigário da comarca de Valença, Rui Fagundes, no tempo de D. Manuel de Sousa, São Vicente de Távora aparece como sendo anexa a Santa Maria de Távora.

No Censual de D. Frei Baltasar Limpo, na cópia de 1580 que o Padre Avelino J. da Costa analisou para a elaboração do seu livro "A Comarca Eclesiástica de Valença do Minho", mantinha-se como anexa da de Santa Maria, sendo da apresentação de padroeiros.

Segundo Américo Costa, foi vigairaria anexa à abadia de Santa Maria de Távora e da apresentação do seu abade. Mais tarde, veio a autonomizar-se com o título de reitoria».

 

( Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e Freguesias Autarcas do Século XXI, Terra de Valdevez e Montaria do Soajo).

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